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A Casa do Grito!

Posted on Tuesday, April, 21st, 2009 at 10:54 pm   (No comments)

Essa semana fui a um compromisso na região do Ipiranga (zona sul de sampa), muito próximo do monumento da independência e do museu do Ipiranga. Minha reunião terminou perto do horário do almoço e, invés de ir embora, decidi caminhar pelos arredores do monumento, já que fazia muito tempo que eu não andava por ali. Eu estava subindo a rua que liga o monumento ao museu, contemplando aquela bela imagem da nossa história quando virei pra esquerda e vi, bem escondida entre as árvores, a casa do grito. Continuei andando, mas, logo, parei e voltei. Fazia muito tempo que não entrava naquela casa.
A Casa do Grito, para quem  não conhece, é um patrimônio histórico, pois foi ali que, em 1822, Dom Pedro gritou, às margens do rio Ipiranga: “Independência ou Morte!”. Ainda não se sabe se a casa que existe hoje, estava realmente ali em 1822, pois existem registros que dizem que a casa foi construída apenas em 1844, porém, ela ficou conhecida pois protagoniza uma das maiores obras que retratam este fato histórico: a tela “Independência ou Morte”, pintada por Pedro Américo em 1888.
Como eu estava ali, visitei a casa, que hoje é uma espécie de museu da independência e dos hábitos da época e também mostra como viviam as famílias no século 19. Algumas paredes estão descobertas (sem o conhecido “reboco”) para que possamos ver a forma que a casa foi originalmente construída: “pau a pique”, ou seja, construção com madeiras (geralmente bambu) entrelaçado com cipó e preenchida com barro.
Ademais a nostalgia que foi visitar esta casa (que devia fazer uns 15 anos que eu tinha ido pela última vez), o que me chamou a atenção foi a movimentação em torno do museu. Quando eu estava indo em direção ao portão, para sair do parque, pude observar uma série de crianças, orientadas pelos seus professores educadores, em direção à entrada do museu. Muitas, provavelmente, pela primeira vez ali, estavam eufóricas por estarem muito próximas de chegar um pouco mais perto da nossa história, respirar os ares daquela época, ver como viveram nossa monarquia, de onde viemos, como nos  tornamos independentes e qual a importância deste fato para a proclamação da atual republica que vivemos.
Educadores liderando crianças, em busca de cidadania para estes que serão os futuros líderes de nossa nação.

Expansão da Consciência

Posted on Tuesday, December, 2nd, 2008 at 3:39 pm   (1 comment)
No ultimo “post” falei sobre a verdadeira felicidade e a ligação que existe entre ela e momentos kairós (ver “post” do dia 14/11/2008). A importância de reconhecermos  a felicidade como momentos únicos, divinos (kairós) e também de enxergar esta felicidade composta de momentos não tão bons. 
Porém, como fazer para reconhecer os momentos que compõe a verdadeira felicidade? É ai que entram os estágios de consciência. Não vou explorar a teoria dos sete estágios que existe por trás da meditação, mas gostaria de compartilhar como enxergo esta questão.
Para reconhecer a verdadeira felicidade identificando momentos kairós e aceitando momentos não tão bons como parte da verdadeira felicidade, precisamos expandir nosso estágio de consciência.  Mas como fazer isso? Primeiro, reconhecendo o que te faz feliz. Você já se perguntou o que realmente te faz feliz? Como podemos buscar (ou encontrar) algo que não conhecemos? Esta reflexão é o primeiro passo para expandir a consciência. Quando conseguimos responder perguntas que nos aprofundam em nosso auto-conhecimento, a expansão da consciência ocorre. 
Fernando Pessoa disse: “..para ser grande, sê inteiro. Nada teu despreza ou diminui..”. Mas, antes de ser inteiro, precisamos nos conhecer, expandido a nossa consciência sobre nós mesmos.

Qual a nossa contribuição?

Posted on Friday, October, 17th, 2008 at 7:16 pm   (No comments)
Tenho muito orgulho de, há 09 anos, participar de uma comunidade chamada Cadsoft. Esta comunidade tem como ideologia participar do aprimoramento educacional visando o progresso humano. Isso, por si só, já é o suficiente para nos motivar, nos fazer acordar e trabalhar com prazer, pois sabemos exatamente que pegadas queremos deixar. Porém, uma visão sem um negócio é apenas um sonho. E para transformar o nosso sonho em realidade, definimos o nosso negócio, que batizamos GAM – Gestão Acadêmica Moderna. Com uma ideologia sonhada e um negócio claramente definido temos os principais elementos para deixar as nossas pegadas.
Uma semana atrás participei de uma dinâmica que foi chamada de “O teste das cartas”, muito bem conduzida pelo Samuel da 5Clicks. Esta dinâmica tinha como objetivo estimular a criatividade dos participantes e buscar o consenso na definição do conteúdo do novo portal da nossa empresa, discutindo também os possíveis nomes dos temas que foram criados. Nesta rodada, participaram junto comigo o Rodrigo Silva e o Rodrigo Cabral, duas pessoas extremamente inteligentes e que respeito muito, tanto pelo conhecimento como pela experiência de cada um. Juntos tínhamos que chegar nas definições acima. Ao final do processo, quando faltava apenas colocar o nome dos temas caímos  numa discussão filosófica muito interessante: Qual a nossa contribuição?
De um lado, a nossa contribuição estava sendo colocada como o nosso negócio, já que entregamos Gestão Acadêmica Moderna para nossos clientes e com isso contribuímos na melhora da gestão da instituição e consequentemente no reflexo da qualidade do ensino para os alunos.
De outro lado, a nossa contribuição era colocada como sendo nossa ideologia, ou seja, aquilo que queremos deixar como pegadas e que o nosso negócio era a forma com que entregávamos nossa ideologia, sendo que, num futuro, poderíamos ter outros diversos negócios convergindo para a mesma ideologia.
No final das contas, e pela pressão do tempo pré-determinado que “O teste das cartas” possuía, abandonamos a discussão e decidimos não utilizar a palavra contribuição até que tivéssemos um consenso sobre qual era, afinal, a nossa.
Em minha opinião, nossa contribuição é a nossa ideologia. Contribuiremos para o aprimoramento educacional visando o progresso humano entregando GAM, ou qualquer outro negócio que venhamos a definir no futuro, e estas serão as pegadas que deixaremos e seremos lembrados. Através desta ideologia contributiva que teremos perenizado nossa comunidade, seja qual for o nosso negócio daqui 50 ou 100 anos.
Mas, deixando o espaço para reflexão, retorno a pergunta: Qual a nossa contribuição?
Aquilo que fazemos hoje, no nosso dia a dia? 
Ou, parafraseando Maximus Decimus Meridius, “Aquilo que ecoa pela eternidade”?
 

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