Geração Y A+URB
Posted on Sunday, May, 15th, 2011 at 6:36 pm (No comments)Por força da natureza, e também profissional, tenho tido muito contato com os ípsilones e seu novo modo de ver o mundo. É meio estranho falar deles assim, na terceira pessoa, mas como já citei em outro post me considero um xíspsilon. Então, na terceira pessoa, aqui vai minha visão desta galera, que começou a ser desenhada no II SADE.BR, passou pelo Alumiar de Maio, e que provavelmente nunca estará terminada. Estamos tentando, por algum motivo que desconheço, caracterizar, moldar, definir as pessoas que nasceram entre 1980 e 1995. São os nativos digitais, que cresceram na era da internet, dos videogames, que nunca usaram um FAX, não fazem a menor ideia do que é o mundo sem celular. Eles foram criados por pais ausentes, que trabalharam muito na ânsia de dar aos seus filhos o que eles não tiveram, mas entenderam errado o que isso significava. Como estavam ausentes, compensaram com presentes, elogios e tudo do bom e do melhor. Essa geração Y não lida muito bem com o “não” e normalmente se sente o centro das atenções. Em contrapartida, são multifuncionais, tecnologia não os assusta, aprenderam a digitar e navegar antes de escrever, odeiam burocracia e rotina. Legal, mas na verdade, quantos são estes caras? Vamos recorrer a fatos.
Vou limitar esta análise ao Brasil. Nosso país possui hoje aproximadamente 190 milhões de habitantes. Destes, 15% ainda vivem em área rurais (veja análise no site do IBGE). Dos 160 milhões que sobram, quase 10 milhões de moradores da área urbana vivem abaixo da linha da miséria (ou seja, com R$ 70,00 per capita/mês). Por fim, uma em cada sete famílias brasileiras vive com renda abaixo de R$ 130,00 por mês.
Começo então a redesenhar em minha mente esta Geração Y. Será que um garoto, nascido entre 1980 e 1995, com renda per capita de R$ 130,00, R$ 70,00 (ou menos) pode se preocupar em ter videogame? Os pais dele estão preocupados em suprir a ausência com “mimos” e “presentes”? Alguém consegue acreditar que estas caras aprenderam a digitar antes de escrever? Provavelmente nem escrever eles aprenderam.
O que estamos chamando de Geração Y, em meu pequeno lampejo criativo de acrônimos, deveria ser na verdade Geração YA+URB, que significa: Galera nascida entre 1980 e 1995, em classes sócias privilegiadas e em grandes centros urbanos. Estes sim descrevem o que estamos generalizando hoje como Geração Y. E #ficaadica!
Líder de Negócios
Posted on Saturday, May, 14th, 2011 at 8:52 pm (2 comments)Gestão Acadêmica
-Projeto Pedagógico
-Plano Financeiro e Cobrança
-Exigências Regulatórias
-Atendimento e Relacionamento com Discente
-Matriz Curricular e Oferta
-Matricula e Rematricula
-Avaliação e Presença
-Avaliação Institucional
-Captação e Retenção
Sistemas (softwares) de Gestão Acadêmica
Diagnóstico Situacional através de técnicas de entrevista
Técnicas de Reunião
Normas e Legislação Educacional (básico) e Linguagem e Terminologias da área da Educação
Pacote Office
Planejamento
Avaliação e comprovação de Resultados
Comunicação e Expressão
Organização
Relacionamento Interpessoal
Resolução de conflitos
Maiêutica
Negociador
Facilitador
Visão sistêmica
Pró-atividade
Atenção
Compromisso
Objetividade
Interesse
Curiosidade
Obs.: Disponibilidade para viagens constantes
Será que somos meros solucionadores de problemas?
Posted on Monday, March, 21st, 2011 at 3:35 am (4 comments)Se tem solução, então não é problema. Parece uma afirmação bem pretensiosa, mas claro, como tudo, depende do referencial. Em nossas vidas, em diversos momentos temos que resolver problemas. São os problemas dos clientes, dos colaboradores, na empresa, dos nossos filhos, da nossa família. Tem gente que se auto-intitula solucionador de problemas e, sem um problema pra resolver, parece que a vida perde o sentido. Mas afinal, o que são os problemas que precisamos solucionar? Segundo o dicionário Priberam, é “questão, dúvida, o que é difícil de explicar”. Acredito que a palavra solução vinculada tão fortemente à palavra problema tenha vindo de uma terceira definição, ainda do mesmo dicionário “questão matemática proposta para se lhe achar a solução”. Mas afinal, porque tratamos tudo com problema e sempre buscamos solução? Não seria mais fácil (e mais gostoso) tratar tudo como desafio? E invés de solução, conquista? Para cada desafio vencido, mais uma conquista para comemorar, guardar, colecionar. E se é possível conquistar então não é problema, é realmente um desafio. Mas então, o que é um problema? São aquelas situações em que não temos o controle, que não temos como resolver, solucionar, pois não depende apenas de nós mesmos. São aquelas situações onde uma doença terminal leva um parente amado, ou um acidente fatal tira da nossa convivência alguém que muito amamos, e outras situações como esta. O restante são apenas desafios, e estamos aqui para conquistá-los. Então, porque não mudar a nossa perspectiva e passar a tratar as situações que ocorrem diariamente conosco apenas como desafios? Esse é o desafio que coloco em primeiro da lista todos os dias.
Líderes, estejam sempre preparados
Posted on Sunday, February, 27th, 2011 at 12:41 am (No comments)Entre diversos blogs que gosto de ler, um que tenho muito interesse é o Blog do líder, do César Souza, no site da Época Negócios. Nos últimos meses ele escreveu uma série de quatro posts que, por minha conta, classifico como partes de um todo:
- O que um Líder 5 Estrelas deve Saber
- O DNA dos Profissionais Vencedores
- Ofereça uma Causa, não apenas Empregos
- Forme outros Líderes, não apenas Seguidores
Nestes posts o autor explora o que ele acredita ser o perfil ideal do novo líder, adequado para atuar nesta nova era da economia dos serviços, do conhecimento, dos relacionamentos e do mundo volátil que estamos vivendo. Em um destes posts ele elenca seis características muito importantes para desenvolver este novo perfil de liderança:
- Ofereçam causas, em vez de apenas empregos, tarefas ou metas
- Formem outros líderes, em vez de apenas seguidores
- Liderem 360 graus, em vez de 90 graus
- Surpreendam pelos resultados, em vez de fazer apenas o combinado
- Inspirem pelos valores, em vez de apenas pelo carisma
- Construam uma cultura aceita e compromissada
Em outro post ele explora a visão sistêmica e integrada do negócio através da gestão de pessoas, gestão de clientes e gestão de resultados. Em minha empresa chamamos essa visão integrada de “homeostase de uma Empresa de Corpo, Mente e Alma” (teoria desenvolvida pelo Roberto Tranjan e publicada no livro A Empresa de Corpo, Mente e Alma).
Outros conceitos muito interessantes e relevantes foram abordados ao longo destes posts, mas uma recente experiência me fez lembrar de um ponto que não foi abordado: Líderes precisam estar sempre preparados, pra tudo. Precisam estar preparados para crises financeiras mundiais, ataque desleal de concorrentes, perda de clientes, mudança nas regras do jogo, seja do mercado ou da política, mudanças no comportamento do consumidor e também para perda de colaboradores, desde aquele que preparou ao longo dos anos até aquele que veio trazendo uma grande experiência de mercado mas que acabou seguindo seu caminho.
Se eu pudesse sugerir mais um item na lista do Cesar eu incluiria:
Resiliência e Perseverança, pois mudanças inesperadas irão acontecer
No que as Gerações são iguais?
Posted on Friday, February, 4th, 2011 at 2:23 pm (No comments)Em meu ultimo post deste blog, Geração Xíspsilon, falei sobre as diferenças entre as gerações, as características que determinaram cada uma delas e sobre buraco negro que se encontram as pessoas que ficam entre duas gerações (o autor deste post, por exemplo). Porém agora, reflito sob outro ponto de vista: No que as Gerações são iguais? Bom, somos todos da mesma espécie (humanos, demasiado humanos, como diria Nietzsche), mas o que nos une entre as gerações? Poderia elencar diversas características, a grande maioria delas voltadas a sentimentos e valores das pessoas, mas tem uma que me chamou muita a atenção: A Esperança. Olhando para a geração Baby boomers me vem à cabeça a esperança de dias melhores, sem o sofrimento da guerra, melhores condições de vida. Olho para a Geração X e percebo claramente a esperança da liberdade (sexual, de expressão, e tantas outras), a esperança do jovem ser ouvido, ter sua opinião levada a sério. Olho para a Geração Y e vejo a esperança pela igualdade, por uma sociedade mais justa, a esperança que cuidemos melhor do nosso planeta, da nossa água. Lembro rapidamente dos “cara-pintadas”, na esperança de um Brasil mais justo. Lembro da maior campanha realizada através de redes sociais e que levou ao cargo mais importante do mundo um negro, até então pouco conhecido, na esperança de livrar o país de uma profunda crise. E agora olho para as manifestações no Egito, onde pessoas de todas as três gerações se unem na esperança da democracia, da liberdade, da escolha. Não importa de qual geração você pertence, você sempre terá a esperança que seu pai (ou sua mãe), mesmo no leito de morte, fique um pouco mais com você, terá a esperança que seu filho, aquele que ainda nem chegou, venha com saúde perfeita, terá a esperança que seu país, não importa o tamanho dos problemas que ele enfrente, será um lugar melhor para sua família. E sempre teremos a esperança que, ao fim da jornada, fizemos a nossa contribuição, deixamos nossas pegadas e fomos em paz. Enfim, no que as Gerações são iguais? Nos sentimentos, nos valores e na Esperança!






